PCC usou mil postos de gasolina em 10 estados para lavar dinheiro

A engrenagem criminosa do Primeiro Comando da Capital (PCC), que lavou bilhões no setor de combustíveis, usou mais de mil postos em 10 estados do país como ferramenta para esconder o dinheiro ilícito oriundo de irregularidades.

A notícia é do Metrópoles. Segundo a Receita Federal, as irregularidades foram encontradas em postos de combustíveis localizados em São Paulo, Bahia, Goiás, Paraná, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Maranhão, Piauí, Rio de Janeiro e Tocantins.

Somente entre 2020 e 2024, o esquema movimentou R$ 52 bilhões, com recolhimento de tributos incompatível com suas atividades.

Dos mil postos, cerca de 140 não tiveram qualquer movimentação ao longo dos quatro anos. No entanto, ainda assim, foram destinatários de mais de R$ 2 bilhões em notas fiscais de combustíveis.

Segundo a investigação, essas aquisições simuladas serviram, possivelmente, para ocultar o trânsito de valores ilícitos depositados nas distribuidoras vinculadas à organização criminosa.

Os postos usados como ferramenta no esquema já foram autuados pela Receita Federal em mais de R$ 891 milhões. A investigação identificou ainda indícios de que as lojas de conveniência e as administradoras desses postos, além de padarias, também participavam do esquema.

“Maior golpe da história”

Em coletiva de imprensa realizada nesta nesta quinta-feira (28/8), o governo federal classificou as três operações (Quasar, Tank e Carbono Oculto) como um marco histórico no combate ao crime organizado no Brasil.

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