Cinco servidores públicos foram afastados das funções e 20 mandados de busca e apreensão foram cumpridos nesta quinta-feira 17 durante uma operação contra suspeitas de fraude em procedimentos administrativos do Departamento Estadual de Trânsito do Rio Grande do Norte Detran-RN. Quatro investigados também serão monitorados por tornozeleira eletrônica.
A Operação Agrado 2 foi deflagrada pela Polícia Civil do Rio Grande do Norte em Natal e Mossoró, além de Fortaleza, no Ceará. A investigação apura um possível esquema de favorecimento ilícito em trâmites administrativos e na liberação indevida de veículos mediante pagamento.
Os mandados expedidos pelo Poder Judiciário tiveram como alvos endereços residenciais e profissionais ligados aos investigados. Durante as diligências, os policiais buscaram documentos, dispositivos eletrônicos e outros materiais que possam contribuir para a apuração.
Além das buscas, a Justiça determinou medidas cautelares diferentes da prisão. Cinco servidores foram afastados e tiveram as funções suspensas, enquanto quatro suspeitos deverão usar tornozeleira eletrônica.
Também foram impostas oito medidas que proíbem investigados de acessar, frequentar ou se aproximar das dependências do Detran-RN. As restrições buscam impedir a continuidade das supostas irregularidades e preservar documentos e outros elementos usados no inquérito.
Os investigados são suspeitos de corrupção passiva e ativa, inserção de dados falsos em sistema de informações, falsidade ideológica e organização criminosa. A Polícia Civil não informou quais cargos são ocupados pelos servidores afastados nem divulgou as identidades dos alvos.
A operação é um desdobramento de uma investigação sobre irregularidades em processos administrativos relacionados ao Detran-RN. O material recolhido durante as buscas será analisado pelas equipes responsáveis pelo inquérito.
As investigações continuam para identificar o funcionamento do possível esquema, a participação de cada suspeito e a quantidade de veículos que podem ter sido liberados irregularmente. A Polícia Civil também apura os pagamentos que teriam sido feitos em troca do favorecimento.