Algumas semanas atrás, este jovem blogueiro desta pacata e às vezes nada discreta cidade, acompanhado de seu respeitável avô, embarcou numa viagem rumo à capital.
Missão nobre: tratar da saúde.
Até aí, tudo dentro da normalidade.
A ida foi tranquila. Estrada boa, conversa miúda, hospitais organizados, atendimento correto.
Na volta, já com o sol se despedindo e o povo cansado, todos acomodados na van para retornar ao lar, eis que surge um fato que marcaria aquela viagem.
Sem aviso, sem pedido de desculpas e sem qualquer sinal de humanidade, um peido criminoso foi lançado ao ar.
Não foi um peido qualquer.
Foi um ataque químico.
Aquele tipo de fedor que arde nos olhos, “destampa” a caixa dos peitos e faz qualquer um questionar a própria fé.
Acordou gente que dormia e fez tossir quem não tinha asma.
De Natal até Lajes foram 20 quilômetros de pura carniça com o kit completo, vidros fechados, e o ar condicionado gelando pra refrescar mais ainda a Inhaca.
Foi constrangedor. Ninguém confessava.
Até que, num momento
a van parou.
O motorista desceu.
E desceu apressado.
Sem olhar pra trás.
Rumo direto ao banheiro.
Nenhum passageiro acompanhou. Nenhum sequer cogitou sair. Só ele. O mesmo que, durante todo o trajeto, permaneceu calado demais para quem havia sobrevivido a um atentado daquela magnitude.
Do jeito que ele foi, ele voltou…Calado. E até hoje me pergunto, será que foi ele o autor dessa cagada ?
Obs: Não digo quem foi nem que me paguem rsrsrs
Por: Caio Rillysson
Uma resposta
Kkk.
Lembro demais desse episódio, inclusive eu estava nesse mesmo transporte, foi avassalador.