Enquanto famílias choram a perda de filhos, pais e irmãos em meio aos constantes confrontos criminosos, o que se vê nas redes sociais é uma agenda voltada para eventos, vídeos, pulinhos, closes e marketing político. Mas onde estão as propostas para conter a violência? Onde está o debate sobre o avanço da criminalidade que assombra Mossoró e todo o Rio Grande do Norte?
O problema não se limita à capital do Oeste. O estado vive um momento delicado na segurança pública. O crime organizado expande sua influência, e o Rio Grande do Norte já assistiu, perplexo, à sigla de uma facção criminosa estampada no Morro do Careca, um dos principais cartões-postais potiguares. Uma cena que correu o Brasil e simbolizou, para muitos, o tamanho do desafio enfrentado pelas autoridades.
Quem deseja governar o Rio Grande do Norte precisa mostrar, antes de tudo, qual será seu plano para enfrentar a violência. Segurança pública não pode ser tratada como assunto secundário, nem ficar escondida atrás de estratégias de marketing ou discursos genéricos.
Enquanto Mossoró contabiliza mais vítimas da violência, a população espera menos propaganda e mais posicionamento. Porque quem quer governar um estado precisa estar preparado para enfrentar, de frente, o maior medo da população: o avanço da criminalidade.