Pra quem acompanha a política jucurutuense, é evidente que existe um racha — ainda que silencioso — dentro da família Queiroz.
Após Julinho Queiroz declarar apoio ao deputado Ezequiel Ferreira, rompendo o alinhamento com o deputado da terra, seu tio Nelter Queiroz, o cenário político mudou. E mudou muito. A movimentação ficou ainda mais evidente quando vereadores que eram ligados a Nelter passaram a acompanhar Julinho.
Nos bastidores, o comentário é direto: A família nunca esteve tão dividida politicamente.
Há quem avalie que a decisão também confundiu parte do eleitorado histórico do grupo, justamente por se tratar de uma família que sempre caminhou de uma forma alinhada.
E aí surge a grande questão: Se existe desunião agora, como ficaria uma possível tentativa de união em 2028?
Nos corredores da política já se comenta sobre a possibilidade de Julinho disputar a Prefeitura ou lançar alguém de sua base. Mas será que o grupo rachado hoje estaria unido amanhã? Julinho promove esse reposicionamento agora, mas em 2028, caso se lance candidato ou apoie um nome do seu grupo, Precisará da família unida.
E ninguém nasceu ontem: A família Queiroz unida sempre foi sinônimo de força eleitoral. O exemplo mais claro veio em 2016, quando o grupo enfrentou divisão interna e o resultado foi uma derrota histórica, que virou até manchete nacional, onde George Queiroz com a faca e o queijo na mão perdeu para Valdir Medeiros, o liso.
No meio desse cenário surge um nome que muitos consideram capaz de reorganizar o tabuleiro: O ex-prefeito por três mandatos, o médico Luciano Lopes.
Luciano tem experiência, voz firme e “fala alto”, ele aparece como alguém que pode construir um palanque amplo em 2028 — reunindo a própria família Queiroz e até a oposição.
É cedo? Talvez.
Mas na política, quem acompanha sabe: 2028 começa bem antes de 2028.
E em Jucurutu, o jogo já está em andamento.
Por: Caio Rillysson