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Em cidade que Lula teve quase 80% dos votos, moradores fazem fila e compram água sob escolta policial depois que venda foi interrompida por facção criminosa.

A população de Banabuiú, cidade no Sertão Central do Ceará, está enfrentando filas para comprar água mineral sob escolta policial devido a ameaças da facção criminosa Comando Vermelho a comerciantes que vendem o produto no município.

A noticia é do G1.

A operação de abastecimento emergencial, que tem apoio logístico da Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece), começou no sábado (31) e foi retomada na terça-feira (3).

Inicialmente, cada morador tinha direito a comprar três garrafões de água mineral para consumo e preparo de alimentos. No entanto, esse número foi limitado a dois garrafões por comprador, para garantir que todos sejam abastecidos.

1 – Quando e como foram as ameaças aos comerciantes que vendiam água mineral?

Segundo a investigação, os textos de extorsão, intitulados “Edital Banabuiú”, começaram a circular em 19 de outubro. A ação criminosa teria sido ordenada pela facção carioca Comando Vermelho (CV) e assinada pela chamada “Diretoria de Banabuiú”.

Nas mensagens, os criminosos afirmam que a comercialização e a distribuição de água no município dependeriam de “autorização” da facção. Também ameaçam quem desobedecer às ordens. Com medo, vendedores deixaram de comercializar garrafões no município.

Entre os valores mencionados pelas vítimas estão R$ 200 para que um estabelecimento pudesse permanecer aberto e R$ 750 por semana para permitir a venda de garrafões. Outros distribuidores teriam sido obrigados a pagar R$ 1,50 por garrafão vendida.

2 – Como os moradores passaram a ter acesso a água mineral após a suspensão da venda?

Após a suspensão da venda de água mineral pelos comerciantes ameaçados, alguns moradores buscaram alternativas, como o consumo da água do açude. No entanto, como a água do reservatório não tem tratamento adequado para consumo humano, as pessoas passaram a apresentar problemas de saúde.

A partir do dia 31 de outubro, a cidade passou a receber uma operação de abastecimento emergencial, com apoio logístico da Cagece, que garante a venda de água mineral no município com escolta da polícia.

“A gente estava bebendo água do açude, só que estava fazendo mal. Vamos procurar água boa e tem que vir para cá. Está em uma crise ruim, viu?”, disse um morador.

O episódio ocorre em meio à posição contrária do governo Lula à classificação formal de facções como PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas. Além de ações contrarias que fazem com que o crime se fortaleça. O governo argumenta que essa classificação pode trazer riscos à soberania nacional e defende o enfrentamento das facções pela legislação brasileira.

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