O Tribunal do Júri de Jucurutu decidiu, por unanimidade, nesta quarta-feira (12), pela absolvição de Luan Marvylon Bezerra Pereira, acusado de tentar matar o próprio primo, Adriano Pereira dos Santos conhecido pelo apelido de “cacheado”, durante uma ocorrência registrada na comunidade Nova Barra de Santana, em Jucurutu.
O caso aconteceu no dia 7 de janeiro deste ano, por volta das 18h40. Segundo a versão apresentada pela defesa durante o julgamento, houve uma luta corporal entre os dois primos e Adriano teria sido quem levou a arma utilizada na ocorrência. A tese defendida foi de que Luan teria agido em legítima defesa, para preservar a própria vida.
Após o episódio, Luan procurou a Delegacia de Polícia acompanhado de sua advogada, Dra. Anairam Lima, mas acabou sendo preso em razão de um mandado de prisão que já estava em aberto.
A defesa permaneceu no caso e apresentou ao Tribunal do Júri provas técnicas, exames e laudos periciais, além de depoimentos de testemunhas da comunidade Barra de Santana. Conforme sustentado pela defesa, os elementos apresentados não confirmariam a existência de agressões com pedras ou tijolos na cabeça de Luan, como constava na acusação.
Durante o julgamento, testemunhas também relataram uma versão segundo a qual Adriano teria ido ao encontro de Luan com a intenção de matá-lo.
Diante das provas documentais, periciais e testemunhais apresentadas, a tese da defesa foi acolhida pelos jurados, que reconheceram a atuação de Luan em legítima defesa, resultando em sua absolvição.
Após o resultado, a advogada Anairam Lima afirmou estar satisfeita com a decisão e declarou que, em sua avaliação, a Justiça foi feita. A defensora também destacou que os envolvidos pertencem à mesma família e manifestou o desejo de que o episódio seja superado e que a paz familiar seja restaurada.
O caso termina no Tribunal do Júri com a absolvição do acusado, após os jurados acolherem a tese defensiva de que ele “agiu para não morrer”.