O Rio Grande do Norte encerrou 2025 gastando mais do que tinha em caixa. De acordo com o Relatório de Gestão Fiscal do Ministério da Fazenda, o estado foi o segundo do país com maior volume de dívidas no período, ficando atrás apenas de Minas Gerais.
O acumulado negativo ultrapassa R$ 3 bilhões no último quadrimestre do ano.
Outro dado que acende o alerta é o comprometimento da Receita Corrente Líquida com despesas de pessoal: 56,41%. O percentual ultrapassa o teto de 49% estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal.
O descumprimento pode gerar sanções como bloqueio de repasses da União e restrições para contratação de empréstimos.
Especialistas apontam que o grande desafio agora é reorganizar as finanças, aumentar a arrecadação sem elevar impostos e recuperar a capacidade de investimento.
O cenário fiscal segue pressionado — e o espaço para erro cada vez menor.