Surgiu por aí no mundo afora dizem os pesquisadores, os cientistas sociais de podcast e os doutores em fio de Twitter uma nova experiência sexual chamada Hétero Flex.
Segundo a tese, o cidadão pode transar, fazer um troca-troca, experimentar a fruta proibida…sem virar gay. É ciência. Confia.
Pois bem. Na nossa pacata e nada discreta Jucurutu já adotou esse método e aperfeiçoou ele, já se vê no dia a dia alguns usuários e simpatizantes dessa nova tendência.
O Hétero Flex jucurutuense é facilmente identificado no habitat natural. Ele anda de Renegade financiado, barba bem desenhada e aparada, camiseta justinha no ponto exato entre “estou malhando” e “sou jovem”.
Nas festas, ele sempre pega a mais bonita do ambiente ou, no mínimo, a que render melhor engajamento. O objetivo não é o beijo, é o story. Ele é tipo um hétero top, só que assumido.
Mas o ponto alto do Hétero Flex Jucurutuense é sentar naquela varanda do Mapa da Mina.
Ali, sentado estrategicamente, ele segura um Campari ou um drink de frutas vermelhas “pra não atacar a gastrite”, que dura exatas três horas.
O propósito não é beber. É ser visto. É posar de sujeito profundo, quase europeu, enquanto olha o movimento e julga Deus e o mundo com aquele olhar de rapariga ruim.
E claro que vem a foto.
Sempre vem.
A legenda obrigatória:
“Chega de Mounjaro.”
“A Mounjaro que lute.”
E a canetinha aparece discretamente na mesa, porque além de flexível, o Hétero Flex precisa parecer culto e atualizado.
Ele treina na Vipper, mas o treino é só um detalhe. O interesse real está nas aulas de dança e, principalmente, nos músculos dos colegas. O supino é opcional; o olhar lateral é obrigatório.
No esporte, ele migrou para o Beach Tênis, esporte oficial da moda, e também domina a corrida, território antes exclusivo da velha guarda.
Agora, os Flex tomaram conta: roupa personalizada, short empina-bumbum, óculos espelhado… e um fenômeno curioso: eles não suam.
Tudo isso regado a um perfume da Hinode, com a certeza absoluta de que está usando um Bleu de Chanel original. Ninguém tem coragem de avisar.
O Hétero Flex é vaidoso, cheiroso e moderno. Tira foto no espelho da academia com “treino pago”, bate selfie todo fim de semana naquele espelho da Doce Tentação (Restaurante da Elite) e detalhe, ele vai lá come alguns doces (que realmente são muito bons) toma uma água e bate sua selfie.
Ele pega mulher (quando da certo), mas faz troca-troca com os amigues no OFF ou às vezes assumidamente e diz que isso já não é mais tabu, que esse pré-conceito tem que acabar. Mas na verdade ele anda mais de ré do que engata a primeira marcha.
Por: Caio Rillysson
Inspirado nos contos de @bloggustavonegreiros