O Ministério Público Federal (MPF) abriu uma investigação sigilosa para apurar a possível atuação do criminoso sexual Jeffrey Epstein no aliciamento de uma moradora de Natal (RN), citada em documentos tornados públicos nos chamados Epstein Files, divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos. O caso está sob responsabilidade da Unidade Nacional de Enfrentamento ao Tráfico Internacional de Pessoas e ao Contrabando de Migrantes (UNTC). A informação, obtida com exclusividade pela TRIBUNA DO NORTE, foi confirmada pelo MPF na terça-feira (10).
As apurações se baseiam em e-mails trocados entre Epstein e uma mulher identificada como “Alexia”, também citada com outras variações de nome. Nas mensagens, ela menciona uma jovem de origem humilde da periferia de Natal e discute a possibilidade de levá-la ao exterior. Epstein pede fotos da jovem, inclusive em lingerie e biquíni, e acompanha questões como passaporte e viagem, embora em certo momento demonstre receio de que a ajuda pudesse ser mal interpretada. Não há confirmação de que a viagem ou encontro tenham ocorrido.
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Documentos também mostram que Alexia manteve contato frequente com Epstein entre 2009 e 2015, incluindo pedidos de dinheiro para despesas pessoais, como celular, cirurgia estética e aluguel, além de convites para encontros em cidades como Nova York, Paris e Flórida. As mensagens indicam relação próxima e intermediações feitas por assistentes do financista.
A ligação de Natal com o caso surgiu após análises independentes de documentos feitas por usuários da internet, especialmente em fóruns como o Reddit, que passaram a investigar as milhões de páginas dos arquivos.
Jeffrey Epstein foi um financista norte-americano acusado de comandar uma rede internacional de exploração sexual de menores, usando dinheiro e influência para atrair vítimas vulneráveis. Preso em 2019, morreu no mesmo ano em uma prisão federal de Nova York, oficialmente por suicídio, em um caso que gerou grande repercussão mundial.
Tribuna do Norte
