O Ministério Público do Rio (MP-RJ) decidiu reabrir uma investigação contra o ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL) por suposta prática de rachadinha em seu mandato na Câmara Municipal. De acordo com a GloboNews, um parecer da assessoria criminal da Procuradoria-Geral de Justiça (PGJ) apontou a necessidade de “prosseguimento das investigações” envolvendo o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro — em 2024, o próprio MP havia decidido arquivar o caso contra Carlos. As informações são do O Globo.
No último dia 9, conforme consultado pelo GLOBO, um despacho do subprocurador-geral de Justiça de Atribuição Originária, Marcelo Pereira Marques, havia designado um novo promotor para despachar no caso. Dias antes, o subprocurador havia apontado a “não homologação da decisão de arquivamento” da investigação.
“Determino o encaminhamento dos autos a Promotor de Justiça desimpedido para prosseguir oficiando no procedimento”, dizia o despacho.
De acordo com a GloboNews, a assessoria da PGJ avaliou que o arquivamento original da investigação contra Carlos, em 2024, desconsiderou provas que haviam sido levantadas contra o então vereador. À época, o MP havia denunciado sete funcionários do então vereador por desvio de dinheiro público, através do fracionamento de salários de assessores parlamentares, prática conhecida como rachadinha.
O MP, no entanto, considerou na ocasião não haver indícios suficientes para acusar o próprio Carlos pela prática de crimes. De acordo com a denúncia apresentada em 2024, o então chefe de gabinete Jorge Luiz Fernandes seria o responsável por nomear funcionários que depois repassariam parte de seus salários para ele próprio. Ao todo, o MP apontou desvios de R$ 1,7 milhão no gabinete.