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Jucurutu sofre Seca Extrema de acordo com levantamento do Monitor de Secas

O sol forte e a escacez de chuvas não dão trega ao potiguar. E é principalmente o homem do campo, o sertanejo da lavoura, aquele que mais sofre com a falta da água que vem dos céus.

Atualmente, 81 municípios do Rio Grande do Norte estão nas listas de “Seca Extrema” e “Seca Grave”, segundo acompanhamento realizado pelo Monitor das Secas, alimentado mensalmente pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA). Os dados mais recentes são do mês de novembro, divulgados ainda nesta semana.

Somando o total de moradores de 26 municípios afetados pela Seca Extrema com o total de outros 55 municípios que estão em Seca Grave (veja listas completas abaixo), estima-se que a falta de chuvas esteja afetando a vida de aproximadamente 1 milhão e 70 mil pessoas, o equivalente a 32% da população do estado, que é estimada em 3,4 milhões de habitantes. É muita gente.

Municípios em Seca Extrema

Acari
Campo Grande
Caicó
Carnaúba dos Dantas
Cruzeta
Equador
Florânia
Ipueira
Janduís
Jardim de Piranhas
Jardim do Seridó
Jucurutu
Messias Targino
Ouro Branco
Paraú
Parelhas
Santana do Seridó
São Fernando
São João do Sabugi
São José do Seridó
São Rafael
São Vicente
Serra Negra do Norte
Tenente Laurentino Cruz
Timbaúba dos Batistas
Triunfo Potiguar

A situação também não é nada fácil para os moradores de outros 55 municípios do estado, que estão em uma situação um pouco menos crítica, mas que também gera bastante sofrimento. Abaixo, confira a relação das cidades que estão na chamada “Seca Grave”:

Municípios em Seca Grave

Assú
Afonso Bezerra
Água Nova
Alexandria
Almino Afonso
Alto do Rodrigues
Angicos
Antônio Martins
Apodi
Bodó
Caraúbas
Coronel Ezequiel
Coronel João Pessoa
Currais Novos
Doutor Severiano
Encanto
Felipe Guerra
Fernando Pedroza
Francisco Dantas
Frutuoso Gomes
Ipanguaçu
Itajá
Itaú
Jaçanã
João Dias
José da Penha
Lagoa Nova
Lucrécia
Luís Gomes
Major Sales
Marcelino Vieira
Martins
Olho D’Água do Borges
Paraná
Patu
Pau dos Ferros
Pendências
Pilões
Portalegre
Rafael Fernandes
Rafael Godeiro
Riacho da Cruz
Riacho de Santana
Rodolfo Fernandes
Santana do Matos
São Francisco do Oeste
São Miguel
Serrinha dos Pintos
Severiano Melo
Taboleiro Grande
Tenente Ananias
Umarizal
Upanema
Venha-Ver
Viçosa

Municípios em Seca Moderada

Areia Branca
Baraúna
Barcelona
Bento Fernandes
Caiçara do Rio do Vento
Campo Redondo
Carnaubais
Cerro Corá
Governador Dix-Sept Rosado
Grossos
Guamaré
Ielmo Marinho
Jandaíra
Japi
Jardim de Angicos
João Câmara
Lagoa de Velhos
Lajes
Lajes Pintadas
Macau
Monte das Gameleiras
Mossoró
Santa Maria
Pedra Preta
Pedro Avelino
Poço Branco
Porto do Mangue
Pureza
Riachuelo
Tibau
Ruy Barbosa
Santa Cruz
São Bento do Trairi
São Paulo do Potengi
São Pedro
São Tomé
Serra do Mel
Sítio Novo
Taipu

Municípios em Seca Fraca

Boa Saúde
Bom Jesus
Caiçara do Norte
Ceará-Mirim
Extremoz
Galinhos
Lagoa D’Anta
Lagoa de Pedras
Lagoa Salgada
Macaíba
Maxaranguape
Parazinho
Rio do Fogo
Passa e Fica
Pedra Grande
Serra Caiada
Santo Antônio
São Bento do Norte
São Gonçalo do Amarante
São José do Campestre
São Miguel do Gostoso
Senador Elói de Souza
Serra de São Bento
Serrinha
Tangará
Touros
Vera Cruz

Municípios Sem Seca Relativa

Arês
Baía Formosa
Brejinho
Canguaretama
Espírito Santo
Goianinha
Jundiá
Montanhas
Monte Alegre
Natal
Nísia Floresta
Nova Cruz
Parnamirim
Passagem
Pedro Velho
São José de Mipibu
Senador Georgino Avelino
Tibau do Sul
Várzea
Vila Flor

RN segue em estado de emergência

O Governo do Estado decretou situação de emergência em 147 dos 167 municípios do RN por meio do Decreto nº 34.946, de 1º de outubro de 2025, assinado pela governadora Fátima Bezerra e publicado no Diário Oficial do Estado (DOE/RN).

A decisão estadual está embasada em relatórios técnicos da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), da Companhia de Águas e Esgotos do RN (CAERN), da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Pesca (SAPE) e da Empresa de Pesquisa Agropecuária do RN (Emparn).

De acordo com a Emparn, a estação chuvosa de 2025 (janeiro a junho) apresentou índices 16,1% abaixo da média esperada, com maior severidade nas mesorregiões Central (-24,5%) e Agreste (-20,4%).

A redução pluviométrica afetou a recarga hídrica de açudes e poços e impactou diretamente a produção agropecuária e o abastecimento das comunidades rurais.

O que diz o Estado

O Governo do RN disse que vem monitorando a situação desde que os primeiros sinais de estiagem começaram a se delinear. “Diante disso, a governadora Fátima Bezerra reuniu o Comitê de Acompanhamento Hídrico e determinou uma série de ações para atenuar os efeitos provocados por um período prolongado sem chuva no semiárido potiguar, com destaque para a perfuração e instalação de poços. Serão 500 até abril de 2026; a construção de 2.500 cisternas (396 já concluídas), a recuperação e instalação de novos sistemas de dessalinizadores e outras obras hídricas estruturantes”, destacou o governo.

“Já estamos com um conjunto de ações em execução, especialmente na área da agricultura, como um projeto da Emparn de produção de feno a preço subsidiado, com o qual estamos conseguindo chegar a vários municípios para ajudar os pequenos produtores. Também estamos atuando fortemente na distribuição de palma forrageira. O objetivo não é o consumo imediato pelos animais, mas principalmente que os agricultores recebam sementes e mudas de boa qualidade para plantar em suas propriedades e, assim, assegurar a alimentação dos rebanhos em futuras estiagens — que, por estarmos no clima semiárido, certamente teremos”, disse o secretário da Agricultura, Guilherme Saldanha.

“Além disso, a zona rural de 76 municípios do RN está sendo abastecida atualmente pelo Programa da Operação Carro-Pipa da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, executado por meio do Exército Brasileiro. Uma frota de 210 caminhões leva água potável para consumo humano até essas localidades.

Obras estruturantes

Para garantir a segurança hídrica nas regiões mais afetadas por desastres naturais climatológicos, vêm sendo executadas, desde a primeira gestão (2019-2022) da professora Fátima Bezerra, uma série de grandes obras. A barragem Oiticica — o segundo maior reservatório do RN — foi inaugurada em março/25, depois de 12 anos em construção, para receber as águas da transposição. A primeira cota, de 47 milhões de metros cúbicos, começou a chegar ao RN no dia 13 de agosto. Essa medida faz parte das ações preventivas do governo estadual já visando a seca.

BNews Natal

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