Blog Jucurutu em Foco -A oposição de Jucurutu hoje não passa de uma água de batata política: rala, sem sustância, sem força e, principalmente, sem vergonha na cara. Faz barulho, late muito, mas morde ninguém. É aquele latido constante, irritante, que ecoa nas redes sociais, mas que na prática não muda absolutamente nada.
Zombam, reclamam, ironizam… e param aí. Não constroem, não propõem, não enfrentam. É crítica vazia, repetitiva, sem consequência. Parece mais um grupo de WhatsApp entediado do que uma oposição de verdade.
O episódio mais recente escancarou isso de forma quase didática: reclamaram porque este blog não publicou nada sobre o vale-alimentação de R$ 1.800 para os vereadores. Pois bem, vamos ser claros e diretos, porque aqui não tem conversa mole.
Se o assunto incomoda tanto, que o blog da oposição publique. Ou melhor ainda: que os 11 vereadores da câmara ou demais de oposição, aqueles que se dizem totalmente contra a gestão do prefeito Iogo Queiroz, venha a público explicar por que aprovou o benefício. Porque aprovou. Assinou. Votou. E ponto final.
O problema da oposição jucurutuense não é falta de espaço. É falta de coerência. Critica de dia, vota junto à noite. Faz discurso moralista, mas quando o benefício chega, aceita sem pestanejar. Isso não é erro político — isso é hipocrisia descarada.
E se a oposição é hipócrita, quem fala mal desse projeto sem olhar pro próprio umbigo é ainda mais. Porque, na maioria das vezes, é o mesmo cidadão que vende voto, troca favor, pede ajuda, emprego ou promessa em época de eleição. Não sabe quem é seu vereador, não acompanha sessão, não faz ideia do que foi votado… mas vira fiscal de moral no Facebook.
Critica o auxílio, mas nunca cobrou transparência.
Critica o vereador, mas vota sem consciência.
Critica a política, mas participa do jogo quando convém.
O resultado é esse: uma oposição fraca, um eleitor desinformado e um debate público raso, sustentado por gritaria e conveniência.
Jucurutu não sofre por falta de oposição. Sofre por excesso de hipocrisia, tanto de quem ocupa cargo quanto de quem aplaude discurso vazio sem se dar ao trabalho de entender a própria cidade.
Por: Caio Rillysson