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POR QUE ? Allyson Bezerra tenta esconder imagem dele com Abraão Lincoln, apoiador de sua campanha preso e investigado no roubo do INSS

Uma peça publicitária da campanha do candidato a governador Álvaro Dias (PL), que circula nas redes sociais desde o início da última semana, explora a aliança política entre o também candidato a governador Allyson Bezerra (União Brasil) e o ex-candidato a deputado federal Abraão Lincoln, investigado e preso no escândalo de fraudes do INSS.

O material diz que Allyson “se vende como o novo, mas caminha lado a lado com os mesmos nomes do passado” exibindo uma fotografia dos dois. A peça publicitária ganhou repercussão e passou a preocupar a campanha do ex-prefeito de Mossoró, que agora tenta na Justiça Eleitoral barrar a publicação.

Os advogados da coligação “Esperança e Trabalho”, que sustenta a candidatura de Allyson Bezerra, entraram com uma ação pedindo que a Justiça determine a campanha de Álvaro Dias tirar a peça publicitária do ar. Argumenta que o adversário tenta afetar a campanha de Allyson usando a imagem de um político que não está no palanque do candidato.

No entanto, a decisão do juiz auxiliar da propaganda eleitoral Lourinaldo Silvestre de Lima Filho revoga a liminar que havia determinado a retirada do conteúdo das redes sociais.

A coligação havia alegado que a fotografia teria sido produzida artificialmente a partir da junção de imagens distintas, inclusive com o uso de inteligência artificial, para criar uma falsa percepção de proximidade política entre Allyson Bezerra e Abraão Lincoln.

Durante a análise do caso, porém, a defesa apresentou documentos para demonstrar que não havia produzido, editado ou encomendado a imagem. Segundo os representados, o material já circulava publicamente e foi apenas utilizado na propaganda eleitoral. O Ministério Público Eleitoral também opinou pela improcedência da representação.

Um dos principais elementos considerados pelo juiz foi a comprovação de que a mesma imagem já havia sido publicada antes da propaganda questionada: “Os representados demonstraram sua circulação anterior e reiterada em diferentes veículos e perfis, indicando concretamente fontes pretéritas nas quais o mesmo conteúdo já estava disponível”.

No entendimento do juiz, “as capturas juntadas mostram a mesma composição visual sendo empregada em contexto político antes da publicação objeto da representação”.

Segundo os documentos apresentados pela defesa, o conteúdo circulava desde abril de 2026 e havia sido reproduzido por diferentes veículos e blogs, entre eles o Jornal De Fato, Blog Notícias em Foco, Blog do Raniele Gomes, Portal Na Boca da Noite, Potiguar News e Blog do Robson Pires.

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