Agora, com o novo regulamento de cortar a água dos cidadãos que estejam com um papel de água em atraso, a CAERN segue fazendo o seu péssimo trabalho em Jucurutu.
Bairros e mais bairros seguem sem o devido abastecimento. A denúncia de agora é de um morador do bairro Novo Horizonte, que alega que seu bairro está há mais de 15 dias sem água. Já outra denúncia aponta que no Sítio Pedra Branca a situação também se arrasta há aproximadamente 15 dias, com a água, quando aparece, apenas “pingando” nas torneiras.
É imoral o desserviço que a CAERN presta em Jucurutu. É imoral a falta de vergonha que a direção da CAERN tem na cara em abandonar os clientes jucurutuenses. A empresa é rápida para cobrar, é rápida para ameaçar corte e é rápida para exigir que o cidadão mantenha suas contas em dia. Mas e a obrigação de fornecer água? Quem cobra isso da CAERN?
O cidadão pode até atrasar uma conta e ser penalizado. Mas quando a população passa 15 dias sem receber água adequadamente, quem responde? Quem vai explicar para uma família que precisa cozinhar, tomar banho, lavar roupa e cuidar da própria casa por que a água simplesmente não chega?
E fica a pergunta que não quer calar: por que em outras cidades o serviço ocorre de maneira aparentemente mais regular, enquanto Jucurutu vive constantemente nesse sofrimento?
Estamos falando de uma cidade que acolhe duas grandes barragens e que, mesmo assim, vê moradores passando dias e mais dias esperando por água nas torneiras.
Isso precisa deixar de ser tratado como algo normal.
A população de Jucurutu precisa se organizar, cobrar explicações e exigir providências. Um grande abaixo-assinado contra a situação do abastecimento e contra a forma como os consumidores vêm sendo tratados seria uma forma legítima de mostrar que a população está cansada.
E mais: DENÚNCIAS PRECISAM SER FEITAS AO MINISTÉRIO PÚBLICO para que a situação seja apurada e sejam cobradas explicações da empresa responsável pelo abastecimento.
Porque uma coisa é certa: água é necessidade básica, não favor.
A CAERN precisa entender que, assim como o cidadão tem obrigação de pagar pelo serviço, a empresa também tem obrigação de prestar o serviço pelo qual está cobrando.
Jucurutu não pode continuar sendo tratada como se fosse terra sem dono. A população merece respeito, água e, principalmente, respostas.