Pra quem insiste em dizer que minhas histórias são inventadas, exageradas ou é a cachaça que tá comendo meu juízo, senta que lá vem mais uma presenciada, vista e registrada por este blogueiro.
Isso aconteceu há uns três anos atrás, quando eu ainda trabalhava como cambista, ralando fazendo jogo do bicho. Quem é de Jucurutu lembra, eu ficava na esquina de um bar bem conhecido que fica ali na principal, na vila, o ponto era bom, a fuleragem a fofoca e a resenha era garantida.
Pois bem… Nessa mesma principal tinha e ainda tem um bar-cabaré (que tinha que patrocinar o blog denovo rsrs). Foi ali que eu presenciei uma das cenas mais engraçadas e embaraçosas da vida de um homem.
Era domingo de manhã, eu já tinha encerrado meu expediente, quando de repente começa um alvoroço no cabaré. Grito, xingamento, dedo na cara (e no fiofó) quando olho direito, reconheço a figura: um senhor da minha própria família que era cliente meu, aperreado e sendo escoltado por duas quengas arretadas de raiva.
O motivo? Meu amigo… o veio chamou duas raparigas pro quarto, mas não deu conta de nenhuma, não sei o que houve. Bebeu demais, apagou e pra completar a desgraça, tinha que pagar o quarto 😂😂😂
Resultado: o homem tava liso, sem um real no bolso, apelou pra um outro bar que tem do lado, pediu ajuda, fez promessa, jurou pela alma da mãe… foi um aperreio danado pra conseguir pagar a dívida e não sair desmoralizado de vez.
E foi justamente aí que a coisa ficou ainda melhor: na tentativa de resolver, o velho foi passar o cartão na maquininha pra “trocar um dinheiro”, puxou logo o cartão do INSS, o do aposento mesmo.
No fim das contas, pagou do jeito que deu, saiu desconfiado e ainda foi embora pegando corrida fiada com mototáxi.
Alguns dias depois, no dia de fazer a feira, a mulher desconfiou que estavam faltando 200 reais… mas nunca, jamais, desconfiou de onde aquele dinheiro tinha ido parar.
Moral da história: Quem não pode com o pote não pegue na rudia.
Por:Caio Rillysson