Pra quem vive dizendo que as histórias que eu conto são inventadas, essa aqui é mais uma daquelas que eu tive o desprazer de presenciar ao vivo e agora faço questão de dividir com vocês, porque sofrimento compartilhado dói menos.
Há algumas semanas atrás, este blogueiro que vos fala estava em um supermercado bastante conhecido da cidade (que claro, não iremos falar o nome pra não perder o patrocínio.) fazendo suas compras, até ai tudo normal.
No meio de um dos corredores surge uma pessoa. Um mulherão. Vinha da academia, corpo definido, roupa colada que parecia pintada no corpo, toda cheirosinha… pelo menos à distância.
Jucurutu, como todos sabem, não faz calor, se amostra. É um sol pra cada cidadão.
Pois bem. A cidadã entra no corredor. Dois passos. Três passos. E aí… meu amigo… o clima mudou.
Não sei se foi o suor represado, se foi a malha da roupa (que pense num negocio que fede) ou se o desodorante pediu demissão, mas o que veio depois foi uma sovaqueira, e daquelas viu. Daquelas que não se esquece. Derreteu até a margarina na prateleira e fez o leite condensado pensar em virar queijo.
O povo fechando a cara. Um tapando o nariz com a camisa. Outro fingindo que estava lendo rótulo. Um velho do meu lado, pra tapiar, deu um migué bonito e correu direto pro setor de limpeza. Disse que ali pelo menos era mais cheiroso.
E a contradição estava ali, andando entre os enlatados: bonita, arrumada, gostosona… mas com um suvaco que benza Deus.
Naquela hora pensei: “Se em cima tá desse jeito… imagine embaixo, tá o puro bacalhau, VIXE !”
Moral da história:
Nem tudo que é bonito por fora tá ventilado por dentro.
As aparências enganam… mas o suvaco nunca mente.
Por: Caio Rillysson