É como diz aquele ditado, as aparências enganam…E muito.
Semana passada, este blog havia noticiado um fato um tanto quanto “polêmico” e interessante que muitos avaliaram como uma atitude boa. O prefeito de Paraú, que foi alvo da investigação que que atingiu o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, nesta terça-feira (28) havia cancelado o carnaval em seu município para garantir o abastecimento de água na cidade, isso o taxava como “bonzinho” mas, como eu disse, as a aparências enganam.
O prefeito além de ter sido alvo da operação da PF, ainda teve um vídeo gravado em um momento em que o mesmo pedia um “brinde do dia das mães” e negociava propina com um empresário. As informações são do Blog do Dinarte Assunção
A investigação da Polícia Federal (PF) que atingiu o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, obteve também uma das provas mais visuais do suposto esquema de corrupção na saúde na prefeitura de Paraú.
No dia 8 de maio de 2025, câmaras escondidas na sede da empresa DISMED captaram a chegada do Prefeito João Evaristo Peixoto, conhecido como “Júnior Evaristo”, que foi recebido pelo empresário Oseas Monthalggan com a saudação: “Bora Prefeito forte!”. A PF confirmou a identidade do gestor comparando as roupas usadas no vídeo com uma foto publicada no Instagram oficial da Prefeitura no mesmo dia.
Oseas Monthalggan foi pré-candidato a prefeitura de Upanema em 2024, onde obteve apenas 3.181 votos (29,57 %) e foi derrotado pelo atual prefeito Renan do PP, que foi reeleito com 7.237 votos (67,28 %).
Durante a reunião, gravada em áudio e vídeo, o prefeito e o empresário discutem abertamente a “matemática” dos pagamentos, referindo-se a valores de notas fiscais e às comissões devidas. Quando o empresário explica os descontos de impostos e a percentagem da comissão, o prefeito responde explicitamente: “Entendi!”, demonstrando, segundo a decisão judicial, plena compreensão e anuência com os cálculos da propina.
O momento mais insólito do diálogo ocorre quando o prefeito solicita um benefício pessoal direto: “Dê o brinde do dia das mães”. O empresário Oseas pergunta o que ele deseja e oferece-se prontamente para realizar a compra em nome da empresa, alegando que “sai mais barato”. A conversa segue com o empresário a instruir o prefeito a “arrochar o nó” para não deixar entrar outros fornecedores no município, garantindo a exclusividade do esquema.
Para a Justiça Federal, a familiaridade do tratamento, a discussão de valores num ambiente reservado e a aceitação de presentes constituem indícios robustos de corrupção.
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